Páginas

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Festival das Artes de Tomar | Exposição Habitat | Centro de Arte e Imagem - Galeria IPT


Exposição - HABITAT

Centro de Arte e Imagem - Galeria IPT

Inauguração: 22 Set |18 H

De: 22 Set | 24 Out

Horário: quarta a domingo, das 10.00 às 12.30 e das 14.00, às 19.00

Artistas: Ana Isabel Duarte, Fernanda Mateus, Gonçalo Figueiredo,

Mariana Selva, Rui Martins e Wilson Caldeira


Festival das Artes de Tomar



Exposição - Constructing history: the future life of the past

Curadoria da Kunsthalle Lissabon

Convento de Cristo


Inauguração – 15 Set | 18h
De 16 Set | 15 Out

Horário:Setembro – 9h | 18.30h
Outubro – 9h | 17.30h

Artistas: Pedro Barateiro, Matthew Buckingham, Eduardo Guerra, Sandro Ferreira, Lúcia Leitão, Pedro Neves Marques, Micael Nussbaumer, The Otolith Group, André Romão, Manuel Santos Maia e Mona Vatamanu & Florin Tudor


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Exposição " O Registador" de Micael Nussbaumer


Inauguração dia 16 de Junho de 2010, pelas 18:00H.

terça-feira, 30 de março de 2010

DINOMOD Pedro Calapez


Exposição DINOMOD de Pedro Calapez, na Galeria do Centro de Arte e Imagem do I.P.T. NO dia 08 de Abril de 2010 às 18 horas. Exposição patente até dia 16 de Maio.

Nesta exposição apresentam-se 4 obras, datadas de 2005 a 2010.

"No meu trabalho recente a pintura abstracta dialoga com o contorno do suporte e, no caso dos conjuntos, o seu modo de agrupamento.

Se na fragmentação a desagregação se mantém latente, as tensões na organizada disposição dos suportes, criam um movimento no sentido contrário, um equilíbrio no desequilíbrio.

Por vezes as superfícies pintadas sugerem horizontes, espaços, profundidades e poder-se-ia também chamar
para este discurso problemáticas da paisagem e da representação.

Os títulos referem processos que estão na origem das peças ou dos conjuntos mas também objectos ou formas resultantes de simples associações de memória visual".

Pedro Calapez

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Exposição Colectiva #04


A exposição apresenta trabalhos que têm vindo a ser desenvolvidos ao longo dos últimos dois anos no âmbito das disciplinas de Projecto dos cursos de Fotografia e Artes-Plásticas Pintura e Intermédia.
Os alunos Cláudia Santos, Nelson Soares, Susana Ribeiro e Vânia Silva, desenvolveram um projecto expositivo que articula diversos media em torno de uma ideia e de identidade geracional.

A fotografia surge aqui, por um lado, enquanto modelo de convocação de memória, recorrendo a álbuns de família como princípio gerador do trabalho e, por outro, como modelo de organização e catalogação de materiais, permitindo a edificação e/ou reconstrução do passado.

Nesta exposição nota-se a porosidade que a fotografia tem vindo a assumir em relação às práticas artísticas tradicionais, podendo ser concebida enquanto conjunto de pesquisa e destilada como vídeo ou desenho.

O trabalho de Cláudia Santos, recorre à linguagem da fotografia para encenar situações onde de alguma forma retrata a hipótese de memórias familiares.

Na série fotográfica de Vânia Silva, depara-mo-nos com a individualização da imagem dos seus pares, num registo romântico-documental que nos diz acerca do carácter intrusivo da fotografia que da personalidade ou características pessoais dos retratos.

Nelson Soares recorre ao registo gráfico próximo do desenho rápido e com breves alusões ao mundo da banda desenhada, para desta forma enquadrar os seus relativos em situações de convivialidade.

Susana Ribeiro, enuncia uma busca enigmática a partir de um registo fotográfico cujo referente lje é afim;; libertando-o no entanto desse pendor auto-biográfico procurando justificar a sua existência dentro de um paradigma da memória colectiva.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Electricity António Júlio Duarte

Electricity
Singin through you to me
Thunderbolts caught easily
Shouts the truth peacefully
Electricity

High voltage man kisses night to bring the light to those who need to hide their shadow deed
Go into bright find the light and know that friends don't mind just how you grow

Midnight cowboy stained in black reads dark roads without a map
To free-seeking electricity

Lighthouse beacon straight ahead straight ahead across black seas to bring
Seeking electricity

High voltage man kisses night to bring the light to those who need to hide their shadow-deed hide their shadow-deed
Seek electricity...........

Don Van Vliet (aka Captain Beefheart)


Em Maio e Junho de 2008, acompanhei o Humanization 4tet (Luis Lopes-guitarra; Rodrigo Amado-saxofone tenor; Aaron Gonzalez-contrabaixo; Stefan Gonzalez-bateria) numa tournée pelos Estados Unidos como fotógrafo e condutor.

Electricity é a impossibilidade de representar a energia, a música, os E.U.A. …

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Empy Cube- Mauro Cerqueira: Como passos num chão oco e escavado por baixo

A acção como um soalho escavado.
O trabalho de Mauro Cerqueira constitui uma topografia estratificada em que o espaço físico é a plataforma mais visível do seu universo multifacetado. O espaço emerge por via de uma acção performativa intensa, e o corpo do artista transforma-se num elemento ligador entre os objectos que integram as suas obras e as referências que convoca, criando uma outra espacialidade que existe em paralelo, um blogue intitulado “maurocerqueira.blogspot.com”. Aqui reside o registo dos projectos que vai construindo como um arquivo e que contém desenhos, vídeos, livros de autor, fanzines, música, documentação de acções e performances realizadas, projectos e colaborações com outros artistas em espaços laterais à actividade galerística, numa rede de relações que se estabelece como uma geografia do fazer. Este blogue possui, para além de uma corporalidade própria onde se concentra a produção do autor, uma tónica auto-referencial que nos transporta ao seu universo íntimo, que no caso de Mauro Cerqueira não é uma fronteira intransponível, mas a possibilidade de religar a diversidade de meios que utiliza na sua prática artística. No contexto da sua obra, o espaço – num sentido mais abrangente, que pode ser o atelier, o espaço público ou os diferentes espaços onde apresenta o seu trabalho – é como um plano transitório onde podem ocorrer acontecimentos que não correspondem necessariamente a um resultado pré-determinado, como se se tratasse de um espaço sujeito a uma permanente experimentação. A obra que Mauro Cerqueira apresenta no EMPTY CUBE, intitulada “Como passos num chão oco e escavado por baixo”, recebe o título de uma passagem do primeiro livro escrito por Robert Musil, em 1906, “O Jovem Torless”. Este romance retrata o confronto de um jovem aluno de um internato austríaco com os métodos da disciplina formativa da personalidade e a consequente tensão psicológica que sofre perante a realidade humana que encontra revelada através dos jogos de subjugação e de poder. O trabalho de Mauro Cerqueira integra de uma forma muito subtil ligações e referências à literatura, à música, ao cinema e às artes visuais, projectando sobre o espectador acções e registos (muitas vezes sob a forma documental) da sua reflexão sobre ficções e narrativas que nos põem perante problemas éticos e morais. Esta atitude reflexiva reenvia-nos para uma dimensão ética e íntima da forma como nos relacionamos com o espaço e sobre a necessidade de nele inscrevermos a actividade humana do labor, transformando esse espaço num contentor aberto e produtor de sentido.

O vídeo apresentado regista a presença de alguém que incessantemente circula dentro de uma sala pouco iluminada. Esta acção decorre no seu atelier, e é de novo o corpo do artista que nos coloca perante a questão do que se está ali a passar. O atelier transforma-se num espaço abstracto e desfuncionalizado, onde apenas ocorre um acontecimento que só o autor pode interpretar. A fraca iluminação de uma sala aparentemente vazia e o movimento aleatório daquele corpo podem enunciar uma referência a Bruce Nauman e ao seu projecto "Mapping the Studio” (2001). Mas esta referência é apenas uma das linhas geográficas do seu trabalho que se reencontra com outras obras de B. Nauman, tais como “Bouncing in the Corner Nº1”, “Wall/Floor Positions” e “Stamping in the Studio” realizadas no final da década de sessenta.

A performatividade com que o artista impregna o instante é a matriz que reconhecemos no registo e que nos relembra que uma acção pode ser, ainda que repetida vezes sem conta, apenas um fragmento da nossa vivência.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Exposição Colectiva#03 Centro de Arte e Imagem Galeria IPT

ARTES-PLÁSTICAS, PINTURA E INTERMÉDIA

A presente exposição reúne o trabalho de três alunos finalistas do curso de Artes-plásticas, Pintura e Intermédia que, conjuntamente com outros três jovens fotógrafos do Departamento de Fotografia nos apresentam o resultado das suas pesquisas e os seus desenvolvimentos durante o período em que revolveram as suas ainda embrionárias práticas no seio do I.P.T..
Ainda que as suas práticas sejam embrionárias, o que se mostra desde hoje nesta exposição, denota já um elevado grau de maturidade criativa e rigor produtivo que são sem dúvida, hoje, as palavras chave para a efectivação de qualquer prática criativa coerente aquando da sua jovem configuração.

Os trabalhos escolhidos para representarem estes três alunos do curso de Artes-Plásticas teria então de ser fruto desta coerência entre rigor produtivo e frescura criativa e especulativa que os trabalhos artísticos devem promover, sempre aliados às vivências diárias dos seus autores fora dos seus respectivos contextos pessoais mas obviamente, minados e instigados por esses antecedentes.
Nota-se então, em alguns trabalhos desta exposição, especialmente nas práticas de Ana Queimado e Madalena Folgado, uma necessidade de resgatar para os seus universos crítico-criativos as suas práticas mundanas como cidadãs e como praticantes de específicos géneros de papeis sociais.

Madalena Folgado, militar graduada de carreira, traz para o cerne da sua prática artística, problemáticas inerentes à carreira de militar, a sua função social e suas determinações hierárquicas, desconstruíndo em instalações, esculturas, séries de fotografias intervencionadas e desenhos, os limites das responsabilidades bélicas e as suas construções internas e externas. Nas suas instalações pode-se constatar de forma irónica um jogo de escalas que não é de todo desprovido de ironia e que transporta para o universo da tridimensão as convenções reconhecidas pelo universo do exército num depurado apontamento de escalas que emula a estrutura de grandezas própria às várias hipóteses de graduação existentes nesta unidade e equipara-as, como se de um gráfico de barras se tratasse a torres de madeira que simulam as insígnias de cada uma destas patentes. Este trabalho, auto-reflexivo, põe em marcha uma possibilidade cénica muito utilizada em arte contemporânea, que é a da analogia entre objectos e configurações às quais esses mesmos podem aludir, frequentemente utilizada por artistas como Gabriel Kuri por exemplo, e que, adiciona um toque de ironia ao tipo de especulação desenvolvida pelo trabalho. Nos seus desenhos, por outro lado, a artista socorre-se de um mecanismo de apresentação gráfica para chamar a atenção de pormenores de suportes baleados em carreira de tiro e suas possibilidades plásticas, desviando num primeiro olhar a potencial violência do acto num conjunto de marcas que, num contexto visual, se nos apresenta enquanto vestígios formais, mas que, no caso do trabalho desenvolvido por Madalena Folgado, representa uma das poucas hipóteses de mostrar parcialmente, ou, aludir a, imagens de manobras militares reais, que por serem reais, não poderiam chegar ao conhecimento do público civil.

O trabalho de Ana Queimado, também ele ligado à sua vida pessoal, mas de forma alguma de carácter auto-reflexivo como o de Madalena, aponta para a hipótese de ligação espiritual a eventos do mundo terreno, fundindo assim os seus interesses New Age e as suas práticas físico-espirituais (Ana é, além de jovem artista, uma praticante e professora de Yoga).
Nota-se no seu trabalho uma curiosa fusão entre o espalhafato tecnológico e o misticismo moderno que ecoa de forma visceral a presença de momentos imaginários de proveniências díspares que por um inquietante acaso se podem encontrar nos vários graus de um Totem sem tribo ou religião.
Esta capacidade de fazer ecoar em simultâneo acontecimentos e momentos da vida moderna da sociedade Ocidental com lembranças imemoriais, traz à lembrança o trabalho de um venerado artista como James Lee Byars. Não se pode dizer que o trabalho que Ana desenvolve seja de todo ligado às mesmas questões místicas que foram aprofundadas pelo artista até ao fim da sua carreira e da sua vida em finais dos anos noventa, mas, pode-se dizer que existe uma necessidade xamânica nessa ligação entre os vários elementos que conjuga nas suas peças de forma a considerar uma qualquer espécie de redenção ou de cura espiritual como o fim ultimo das suas pesquisas e das consequentes filtragens que estas assumem no desembocar do seu processo criativo e na filtragem das suas referências.

Por outro lado, encontramos no trabalho de Mia uma constante necessidade de estar em sintonia (leia-se atenção mediadora) com o Ser humano numa perspectiva social, incluído no mundo, nas dinâmicas transpessoais e na multitude de formas que estas dinâmicas assumem na vida em comunidade e em contextos maioritariamente urbanos.
A sua prática artística, maioritariamente desenvolvida em vídeo e instalação, coloca a tónica no conjunto de gestos que definem a presença do Homem enquanto ser (animal) social, em situações que subvertem precisamente essa hipótese de troca que é a comunicação entre seres humanos.
Seja em posições de aproximação voyeurística, ou em encenações teatrais absurdas que em simultâneo desmontam e mistificam essa troca tão eminentemente humana que é o acto comunicacional, os seus trabalhos, devolvem ao espectador não o “grão da fala” que nos sugere a incapacidade de comunicação pura desenvolvida por vários autores, mas, mais sugestivamente, a possibilidade ou a hipótese dos hiatos entre vida comunitária e comunicativa poder ser alvo de escrutínio, lembrando-nos enquanto “leitores” uma observação justa de Giorgio Agamben, que se refere à ideia de silêncio enquanto contrária a si própria.

Exposição Alunos Finalistas - Fotografia

A selecção destes três alunos finalistas tem como ponto comum as diferentes abordagens ao quotidiano. Naturalmente, o quotidiano surge como um tema de referência para a fotografia. É praticamente inevitável a sua relação com a fotografia.

No trabalho de Cláduio Balas a encenação toma o lugar da realidade, sintetizando um momento que contém em si outros que não nos são dados a ver. É neste poder de concentração numa imagem, e de interesse pelo antes e depois da mesma, que o seu trabalho se desenvolve.

Num extremo oposto, o projecto documental ainda em desenvolvimento de Paulo Matos sobre a sua aldeia, não pretende controlar o seu assunto no momento da fotografia. A sua prática é a da fotografia de rua, uma prática já com longa tradição. Mas, se por um lado a manipulação não existe na tomada de vista, esta (a manipulação) torna-se imprescindível na edição, construíndo um novo sentido para as imagens, criando uma nova realidade e assim aproximando o trabalho de uma ficção documental.

Também dentro desta abordagem de fotografia de rua, o trabalho de Carla Duarte apresenta-se como um híbrido explorando o quotidiano em que estamos inseridos. Neste caso as pessoas com quem se cruza em Lisboa. Estas pessoas são estranhos, como em ‘Stranger Passing’ de Joel Sternfeld, mas as imagens têm uma construção que não só remete para ideias do trabalho anterior mas também se aproxima de registos como o de Nick Turpin, mais ligado ao universo da moda.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Exposição "Hemppa1-Vuota"


A Galeria do Instituto Politécnico de Tomar _ Centro de Arte e Imagem, tem o prazer de apresentar a segunda exposição do ciclo de projectos e exposições colectivas aberto aos alunos das fases finais dos cursos de Licenciatura em Artes- Plásticas, Pintura e Intermédia e Licenciatura em Fotografia.
Esta segunda, apresentação, um projecto colaborativo de Tiago Cacheiro ( Tomar) e de Anni Katajamaki ( Sodankyla, Finlândia, 1977), indicia a possibilidade da colaboração transdisciplinar no contexto dos cursos.
O presente projecto, Hemppa1-Vuotta, traduzindo para português, Hemppa, 1 ano, tem como base de trabalho, um filme em formato Super 8.
O filme representa momentos de infância de um dos autores, Anni Kajamaki, do seu irmão Hemppa e de uma amiga. Este registo foi filmado em Jalasjarvi, na Finlândia, em 1981 por um amigo dos seus pais.
Ao saberem da existência deste documento os artistas pediram aos pais de Anni que o enviassem pelo próprio Hemppa, que veio a Portugal de férias.
O visionamento do filme motivou a continuação do trabalho sobre questões de identidade e memória que ambos os artistas têm manifestado ao longo do seu percurso criativo escolar.
Assim, temas como identidade, memória, espaço-tempo, arquivo pessoal/público, são temas do interesse genérico que assumem dentro dos contextos da cultura visual contemporânea,e tendo sido abordados e aprofundados nos respectivos percursos académicos tanto em fotografia com em artes-plásticas; revelam-se aqui uma parte integrante de uma metodologia criativa de colaboração partilha e possibilidade teórica.
Ao desenvolverem as suas reflexões e análises/desconstruções do filme, e de todas as questões que este levanta, o duo de artistas preferiu utilizar os meios de dosenho e da fotografia como instrumentos do pensamento plástico e ideológico.
Este projecto baseia-se portanto na própria apresentação do filme e sua projecção, acompanhado por uma série de materiais inéditos que surgem da colaboração e das suas versões criativas em torno desse mote.
A exposição consistirá em várias séries de imagens: séries de desenhos, séries de fotografias e séries onde ambas as ténicas se cruzam permitindo um encontro não só de técnicas, mas de níveis de olhar sobre o documento matriz e sobre o lugar do outro cultural.

Tiago Cacheiro: Nasceu em 1984 em Tomar, onde actualmente vive, estuda e trabalha. Finalista da Licenciatura em Fotografia.
Anni Katajamaki: Nasceu em 1977 em Sodankyla, na Finlândia. Actualmente, vive e estuda em Tomar. Aluna da Licenciatura em Artes-Plásticas, Pintura e Intermédia.

A exposição Hemppa1-Vuotta, estará na Galeria IPT, de 8 de Julho, até dia 16 de Agosto de 2009.




sexta-feira, 29 de maio de 2009

Exposição =231,4425m2"

NOME é constituído por cinco alunos do Instituto Politécnico de Tomar, dos cursos de Artes Plásticas - Pintura e Intermédia e de Fotografi a: Flávio Joaquim, Gilmar Júnior, Gonçalo Carvalho, Hugo Gomes e João Marques.

A exposição é uma instalação que questiona e reinterpreta o lugar da obra e o valor do material utilizado.

Recorrendo ao desenho e ao vídeo como documentos do resultado de uma acção de dois dias que culminou com um jantar de amigos, procedeu-se a uma posterior inclusão dos despojos no espaço expositivo, reposicionando o espectador perante os dois momentos de criação: o da materialização da obra e a sua montagem no espaço de exposição para corporalizar o segundo momento - o do confronto com o “outro”.

O espaço expositivo passa a ser palco da dialéctica entre público e privado. Ao duplicar o chão da galeria, ao espectador é vedada a possibilidade de estabelecer um contacto não mediado com o espaço. Cada passo é pensado e objecto de registo, convergindo para uma espécie de “cacofonia visual” que documentará a passagem dos transeuntes.

quinta-feira, 26 de março de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Exposição Colectiva hÁ3 na Galeria IPT

No proximo dia 12 de Fevereiro, pelas 18h, irá inaugurar na Galeria IPT, a Exposição Colectiva hÁ3 de Alexandra Góis, Gabriela Carraínho e Sónia Lopes.
Esta mostra apresenta o resultado das pesquisas de três jovens artistas recentemente licenciadas em Artes Plásticas, Pintura e Intermedia sob a epígrafe da colecção e da relação que o mecanismo colector vaticina na construção e na fundamentação de processos de invenção da identidade.

Nos trabalhos de Gabriela, Sónia e Alexandra perpassa um empenho na desmontagem de diversos agrupamentos de objectos provenientes de colecções e acumulações, sejam elas pessoais, como no caso de Alexandra Góis, que a partir das suas próprias colectâneas de objectos irrisórios mas pejados de significações, constrói um conjunto vasto de desenhos que transpõem a mera representação das hierarquias subjacentes as estas compilações; ou, no caso de Gabriela Carraínho, uma lapidação e uma chamada de ponderação ao conteúdo igualado entre referências Históricas particulares, à cultura europeia dos últimos trinta anos e a ligação destes materiais gráficos provenientes do metódico acervo de agendas pessoais escritas e arquivadas pelo seu avô, à sua vagamente inscrita vida pessoal.
Sónia Lopes, afasta-se aparentemente deste impulso coleccionador mas detecta-se nas suas pesquisas uma ligação, também ela cumulativa, referente aos espaços que habita e aos objectos que afectam a sua vivência desses espaços. A sua produção recai cirurgicamente e de forma efusiva, sobre os desvios espectaculares presentes em qualquer alteração desses mesmos corpos e seus contentores.

Todos os trabalhos apresentados associam-se portanto a um modelo de pesquisa e pensamento plástico reflexivo e crítico, filiado na necessidade do refundamento da noção de representação e do abuso de circulação de imagens e objectos vulgares. Esta determinação pode ser verificada na forma depurada na qual o trabalho destas três jovens artistas incorpora estas preocupações e na atenção dada ao detalhe enquanto elemento fundamental na compreensão dos dissentimentos do olhar que todas as suas obras enunciam.
A exposição colectiva hÁ3 estará presente na Galeria do Centro de Arte e Imagem do Instituto Politécnico de Tomar, de 12 de Fevereiro de 2009 a 15 de Março de 2009.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Conferência José Luis Neto

No dia 18 de Novembro, pelas 14 horas, o artista José Luís Neto, irá realizar uma conferência, no auditório do Instituto Politécnico de Tomar, na Av. Cândido Madureira em Tomar, junto ao centro histórico da cidade.

Exposição do Curso de Fotografia

Título da exposição:

2007 I 2008
CURSO SUPERIOR DE FOTOGRAFIA INSTITUTO POLITÉCNICO DE TOMAR




Data:
26.11.08
4.01.09





Autores:


Sofia Silva
Diogo Simões
Pedro Alves
Hugo Narciso
Cláudio Balas
Mário Ambrozio
Vítor Santos
Ana Alves
Adélia Azedo
Rita Garcia
Paulo Tavares
Wilson Caldeira
Ricardo Matos
Jorge Miguel
Magda Magalhães
Sara Cabral
Paulo Sousa
Telmo Mendes
Marisa Rosa
Tânia Rolo
Susana Garrucho
Carla Santos



Após o sucesso da exposição dos alunos no Centro Português de Fotografia, no Porto, o Curso Superior de Fotografia traz a Tomar uma selecção de alguns desses trabalhos.
Nesta exposição encontramos trabalhos de alunos do 1º ao 3º ano do curso assim como de alunos em estágio em empresas da área.
Os trabalhos, essencialmente de cariz autoral, variam entre a moda, o retrato, o documental, a paisagem e o conceptual.
Esta é uma mostra eclética que pretende apresentar a diversidade de orientações que cada aluno decidiu seguir. O curso, que abrange as mais diversas áreas da prática fotográfica, preconiza o desenvolvimento individual de cada aluno enquanto autor, seja na numa perspectiva comercial ou artística. De facto, só assim um fotógrafo poderá marcar uma diferença sobressaindo de uma pluralidade de imagens com uma disseminação cada vez mais galopante.
São estes primeiros passos para alguns ou a consolidação de um projecto para outros, que podemos ver no Centro de Arte e Imagem em Tomar.

Exposição de José Luís Neto


A galeria do IPT inaugurou a 30 de outubro de 2008, com uma exposição do artista José Luís Neto intitulada PMC/ P.M.I. Passport. Esta exposição irá decorrer até 22 de novembro de 2008.


PMC/ P.M.I. Passport, um dos mais recentes projectos de José Luís Neto, começa com um acaso - a descoberta acidental, numa rua de Lisboa perto de sua casa, de um conjunto de 26 fragmentos das conhecidas tiras fotográficas típicas de uma cabine de photomaton espalhadas pelo chão. Acto irresistível para quem a fotografia é o centro da sua atenção, estes pedaços de papel rasgado foram recolhidos e cuidadosamente guardados em bolsas individuais de conservação. Na sua quase totalidade, são imagens falhadas em relação aos aspectos técnicos e representam todas a mesma pessoa, em momentos diferentes ao longo de um período de tempo indefinido.
Com origem em 1926, pela mão de um siberiano imigrado nos Estados Unidos, Anatole Josepho (1894-1980) e na sequência de pelo menos duas patentes francesas falhadas em finais de oitocentos, foi rápida a disseminação e popularidade destas máquinas cuja venda dos direitos de exploração nacional a uma empresa de nome Photomaton, logo em 1927, renderam ao seu inventor a quantia de um milhão de dólares. Tratava-se de uma máquina automática que, sem o auxílio de um operador, permitia a feitura de oito retratos em oito minutos. Eram positivos directos em papel, sem a intermediação de negativo (e esta ausência de prova residual acabará por influenciar o seu uso, como adiante veremos). De um ponto de vista formal os resultados eram muito próximos da fotografia de identificação policial cujos princípios tinham sido estabelecidos em finais do século XIX a partir da antropometria de Alphonse Bertillon (1853-1914): retrato frontal, apenas incidindo sobre a cabeça, cortada pela linha de ombros, sempre à mesma distância por causa da escala, contra um fundo neutro e com iluminação frontal (a que acrescia uma vista lateral, de perfil, nas mesmas condições, a que se veio juntar uma terceira a três quartos).
Esta semelhança formal e processual garantiu, e tem garantido, duas vidas paralelas a esta produção de imagens. Rapidamente o sistema burocrático a adoptou na sua febre de inventariação individual e ao longo da sua existência uma pessoa passou a necessitar da sua imagem para toda uma série de actos tornados administrativos que a transformam, cada vez mais, numa parte do próprio processo. Esta tipologia de representação, na sua extrema normalização, apaga a identidade em favor da mera identificação e nesta medida todos os rostos se assemelham e são um só: aqui somos todos iguais1. Recentemente, com a deriva securitária do espaço transfronteiriço, existe mesmo uma norma ISO2 que regula os aspectos técnicos e a tipologia dos retratos a utilizar nos passaportes ou em documentos com dados biométricos destinados a serem lidos por uma máquina.
Outro caminho percorrido por estas imagens e pela prática do retrato nas máquinas automáticas diz respeito a uma vivência mais privada, íntima do retrato, isolado ou de grupo, frequentes vezes a dois. O isolamento da cabine favorece a transgressão o que levou, logo de início, à sua utilização nos limites do público/ privado, na fronteira do ilícito e a que a ausência de prova (o negativo) garante o anonimato. Igualmente tem sido objecto de grande atenção e utilizada largamente em inúmeros projectos artísticos que vão da utilização que o grupo surrealista lhe deu, por exemplo na construção do famoso retrato colectivo a Francis Bacon que a utilizou conscientemente no seu trabalho e sobre ela reflectiu, de Warhol e Chuck Close a inúmeros projectos pessoais, os exemplos sucedem-se.
Do ponto de vista do acto fotográfico é uma técnica paradoxal, uma câmara sem operador, com todas as decisões técnicas pré-definidas, que desconhecemos, em que nada se decide para além da pose, um quase auto-retrato, uma imagem no espelho que por acaso se fixa. No isolamento da cabine, quando individual, é um acto solitário. Ensaia-se uma pose que não se vê, introduzem-se as moedas, surge um aviso luminoso que nos distrai e nunca nada nos prepara para a intensa luz do flash que nos cega daí para a frente, uma pequena morte que se prolonga na espera da tira húmida que sai do silêncio interior da máquina para as nossas mãos3.
PMC/ P.M.I. Passport (cujo título foi retirado da marca de papel fotográfico que se encontra no verso de algumas das tiras e que para além de uma data e de um local, manuscritos, são as únicas inscrições que se encontram no seu verso), parte de um conjunto de fragmentos de imagens resultantes da utilização desta tecnologia. Enigmáticas por natureza, nada se sabe sobre quem, como e porquê aparece naquelas tiras e é deste grau zero que José Luís Neto parte para o seu trabalho. Assume o fragmento, o lado objectual, físico, da fotografia e trata-a com cuidados de conservação como se de um objecto valioso, quase arqueológico se tratasse, com um grande rigor de apresentação. Esta importância dada à materialidade do suporte fotográfico tem sido uma constante na sua obra e ocupou inteiramente os projectos High Speed Press Plate e Classic 111, ambos de 2006. Estas imagens são então utilizadas como base para um trabalho que vai interrogar a natureza e os limites do fotográfico, da representação e da autoria. A maioria destas imagens, naquilo que se pode ver, tem falhas do ponto de vista técnico; apresentam imagens duplas, sobreposições invertidas, aberrações cromáticas, algumas estão desfocadas (o que é uma entrada no mistério: porque razão alguém guardaria de si tão vasto conjunto falhado). Do ponto de vista da representação, à excepção de uma, todas se assemelham na mesma ausência de qualquer expressão, de qualquer traço revelador de si. São apenas isso; alguém, algo, que aparece. Dois dos fragmentos representam-se a si próprios e documentam o próprio processo, os seus limites, da exposição total à escuridão profunda, representada aqui no preto e no branco porque o processo é directo.
Por um processo de apropriação (através do qual reconhecemos o autor) que vai passar pela reprodução e ampliação de fragmentos precisos do material base, mantendo uma linha de corte que passa pelo ombro, José Luís Neto trabalha ao nível da escala (tema que faz parte da própria natureza do processo fotográfico na miniaturização do mundo) e aproveita a dimensão pictórica da imagem desviando-a para uma categoria diferente do retrato original. Ao desfocar ligeiramente a imagem, introduzindo mais um desvio em relação à nitidez relacionada com a objectividade fotográfica, assistimos a um segundo afastamento em relação à identidade do representado. O rosto torna-se mais difuso e apenas o olhar, centro nodal do retrato, nos interroga na sua dissolução, na perda progressiva do seu carácter icónico tal como nos acontece a nós, no isolamento e no silêncio da cabine até que uma violenta luz nos venha cegar.

Francisco Feio, Outubro de 2008

notas:
1 a partir desta ideia, Serge July imagina o que seria um museu da identidade francesa, feito a partir dos arquivos de identidade: “o que nos ficaria era a ausência de expressão […] haveria, neste museu imaginário, uma atmosfera concentracionária, sufocante, como um odor de morte prolongada. A França viraria um mausoléu onde finalmente procuraríamos em vão identidades perdidas.” In Identités, de Disdéri au Photomaton, Photo Copies, CNP, Paris, 1986

2 trata-se da norma ISO/IEC 19794-5 de 2005 que, na categoria das tecnologias de informação, trata da troca de dados biométricos e cuja parte 5 regula precisamente os dados da imagem do rosto em termos que vão desde as questões tecnológicas como é, entre outros, o caso da exposição, qualidade, espaço de cor, fundos, a questões de carácter estético como o tipo de pose, ou ainda a questões de carácter mais cultural como é o caso de cortes de cabelos, acessórios (piercings, colares, óculos) ou religioso como o uso do véu, e evoluiu a partir das exigência de segurança por parte das autoridades aeroportuárias. Em França, a empresa Photomaton foi certificada para a realização de fotografias que garante serem sempre aceites pelas autoridades. As cabines têm instruções precisas sobre o comportamento do fotografado quanto a todos estes requisitos, com a indicação expressa de que não devem sorrir (ausência total de expressão que as possa individualizar em determinado momento) e graças à tecnologia digital foi possível sobrepor à imagem uma grelha guia para que nada fuja um milímetro à tolerância, pouca, admitida pelas autoridades (a máquina de reconhecimento facial e de leitura mecânica dos dados biométricos).

3 as próprias máquinas foram evoluindo e as tiras acabaram por sair quase secas. Algumas tinham um sistema de ventilação na saída que ia secando a tira. Hoje, com as tecnologias digitais na captação e impressão, desapareceu a espera e o carácter físico e sensorial que a humidade na prova transmitia e a fazia aproximar da prática laboratorial.

Centro de Arte e Imagem – Galeria IPT



O Centro de Arte e Imagem – Galeria do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), é uma estrutura criada no seio do IPT e que depende directamente da sua Presidência, está sediado no Edifício do IPT na Av. Cândido Madureira em Tomar, junto ao centro histórico da cidade.
Este centro e o seu espaço de galeria, surge como resultado de uma parceria entre os Cursos Superiores de Artes Plásticas – Pintura e Intermédia e de Fotografia, do Instituto Politécnico de Tomar.
O Centro de Arte e Imagem – Galeria IPT, tem como linhas estruturantes o desenvolvimento de projectos nas áreas da Arte e Imagem, em parceria com os meios artísticos e culturais, nacionais e internacionais.
Para além de apoiar as actividades desenvolvidas pelos estudantes e professores efectuadas no contexto da sua formação irá também dinamizar a realização de eventos tais como: cursos breves, seminários, workshops, exposições, etc.
Contactos: cai_galeria@ipt.pt